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A mamografia não apenas tem dificuldade para diagnosticar, ela induz a erros de diagnósticos que levam a condutas cirúrgicas radicais errôneas, caras em dinheiro, em saúde, em qualidade de vida, em feminilidade, ela pode romper as próteses mamárias levando a cirurgias de até doze horas para limpar o silicone extravasado para os tecidos, diagnosticar o câncer que não existe (1 de cada 3 cânceres detectados na mamografia não existem e são falso-positivos), além de não detectar metade dos cânceres que estão presentes na época do rastreio (falso-negativos).

Por conta do diagnóstico excessivo são realizados tratamentos exagerados: quadrantectomias,  mastectomias, radioterapias e quimioterapias desnecessárias. As mulheres que são taxadas de cancerosas deprimem-se com mais facilidade e a taxa de suicídios aumenta em até 14 vezes no primeiro ano e 7 vezes no segundo ano. Todos os dados que te passei foram divulgados pela Cochrane em várias revisões do rastreio mamográfico, que condenou o método e solicita sua abolição, a mais recentemente de setembro de 2015, mas somando-se a inúmeras outras que vêm desde 2003. A Suíça já aboliu.

Portanto, o mais urgente e importante é abolir a mamografia para eliminarmos as mutilações desnecessárias. Segundo Dr. Peter: a melhor forma da mulher reduzir a chance de ter de câncer de mama agora é NÃO FAZER MAIS MAMOGRAFIA. Por isso nossa campanha foca nesse ponto.

O que eu falo a respeito do método tríplice é uma opinião pessoal, advinda de muitos trabalhos que individualmente validaram a US, Doppler e elastografia, além da minha própria experiência com o método. Mas não há nenhuma série randomisada que analisou os 3 métodos concomitantemente. A elastografia surgiu devido, até aquele momento, não ter sido validado nenhum exame que, isoladamente, pudesse ser considerado ideal para rastrear o câncer de mama.  E minha opinião reflete apenas o que restou de exames possíveis da mulher realizar, já que a mamografia deve ser abolida e a ressonância magnética tem riscos demais para poder ser utilizada de rotina, o último deles detectado em início de 2015, que é a não eliminação completa do meio de contraste, o gadolínio (não se sabe quais as conseqüências a longo prazo desse depósito permanente).

A pedido das mulheres, eu coloco as alternativas diagnósticas atualmente existentes, que estão limitadas ao poder aquisitivo de cada uma, em ordem decrescente de acuidade diagnóstica: (a) Exame Tríplice (US+ Doppler + elastografia); (b) US + Doppler; (c) US e finalmente, apenas a palpação das mamas feita pelo médico (não realizar o auto-exame que aumenta as biópsias desnecessárias, segundo estudos da Cochrane).  Qualquer dessas alternativas  é válida e melhor que a mamografia.

Não listarei as empresas que realizam os exames tríplices ou os demais, pois não é minha função decidir onde a paciente deseja realizar seu exame. Deixo a livre escolha para ela. A idéia nunca foi arrebanhar as mulheres para o exame tríplice, nossa campanha é antiga, anterior á elastografia, e não queremos ter monopólio do exame tríplice.

Agradecemos seu interesse e perguntas que fazem esclarecer a nossa posição ainda mais.

Dra. Lucy Kerr

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