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Recebemos um email no nosso Portal onde a pessoa pede informação sobre a periodicidade recomendada das ecografias nas gestantes e se há algum malefício para o feto advindo do exame ultrassonográfico.

Informamos que realização da ecografia durante a gestação não resulta em qualquer malefício para o feto, embora um grupo desinformado de pessoas viva pregando o terrorismo, dizendo  que pode causar anomalias e prejuízo ao desenvolvimento do bebê.

Eu penso que são informações cruzadas mal interpretadas resultantes dos conhecidos efeitos prejudiciais das Radiografias, Tomografias Computadorizadas, Cintilografias e Mamografias. Querem que a Ultrassonografia (US) também tenha efeitos maléficos, mas de todos os exames surgidos depois da 2ª guerra mundial a US é o método cujos efeitos biológicos foram mais extensamente estudados e nenhum dano foi constatado até o momento para o feto, para os tecidos humanos de crianças ou adultos, desde que os equipamentos sejam utilizados dentro da faixa de intensidade permitida e aprovada pelo FDA- Food and Drug Administration, órgão de proteção ao consumidor dos EUA (todos os equipamentos no Brasil são comercializados nos EUA e seguem a mesma regra).

Quanto à quantidade de exames de US a serem realizados de rotina durante a gestação, sigo a recomendação da SBUS – Sociedade Brasileira de Ultrassonografia:

  1. no primeiro trimestre,  durante a janela ideal para realizar o US genético, que inclui a medida da Translucência nucal (entre 10,5ª e 13,5ª semanas) e de outros marcadores de anomalias fetais. Importante analisar o colo uterino e verificar se há incontinência istmo cervical e verificar o Doppler das artérias uterinas que pode prever a eclampsia e permitirá ao clínico tomar as medidas preventivas necessárias;
  2. entre a 20ª e 24ª semanas para realizar a US morfológico e rastreio de outras anomalias não rastreáveis no 1º exame, principalmente as cardíacas, que são as mais frequentes e mais evidenciáveis nessa época, quando o coração fetal cresceu e está mais adequado para se analisar sua anatomia do que no 1º exame. Deve-se  repetir o exame do colo uterino nessa ocasião, que pode estar mostrando sinais de incompetência e o diagnóstico a tempo permite que o obstetra tome as  providências necessárias para prevenir o parto prematuro;
  3. entre a 30ª e 32ª semanas de gestação para analisar o desenvolvimento fetal e rastrear anomalias só evidenciáveis mais tardiamente, como é o caso de algumas anomalias renais e esqueléticas, analisar-se a placenta para verificar que está adequada para nutrir o feto até o final da gestação. Se o desenvolvimento não for adequado nesse exame a periodicidade da US poderá aumentar até o final da gestação, de acordo com a recomendação médica e o estudo Doppler do feto é sempre indicado nesses.  Deve-se repetir o exame do colo uterino, pelos motivos já mencionados;
  4. na 36ª semana, para analisar posição fetal, analisar a curva do desenvolvimento e a vitalidade fetal, além do padrão textural e posição da placenta. A partir desta data o obstetra deverá decidir se realizará ou não mais algum exame até o parto.

 

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