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Má alimentação na juventude pode aumentar o risco de câncer de mama precoce

Uma dieta pouco saudável na juventude pode ser pior do que não caber em uma calça jeans: nova pesquisa sugere que ele também pode aumentar o risco da mulher ter câncer de mama mais jovem.

“A dieta rica em carboidratos refinados, açúcar, carne vermelha e alimentos industrializados torna mais provável que você venha a ter câncer de mama mais precocemente,” disse Karin Michels, autora do estudo. Ela é titular da disciplina de epidemiologia da Escola Fielding de Saúde Pública da UCLA, em Los Angeles.

Michels disse: “Uma dieta pouco saudável parece aumentar esse risco em mais de um terço, mas os resultados ainda não podem provar a relação de causa-efeito, pois estamos falando sobre uma associação”.

Os dados do estudo controlado abrangeu mais de 45.000 mulheres inscritas no II estudo de saúde das enfermeiras. Todas as mulheres completaram os questionários sobre o tipo de alimentação na adolescência e juventude e foram seguidas por 22 anos.

Os pesquisadores atribuíram às dietas uma pontuação inflamatória, baseada no método que associa o tipo de dieta com marcadores inflamatórios estabelecidos no sangue e subdividiram as mulheres em 5 grupos, com pontuações progressivas de 1 a 5. Segundo a Dra. Michels, comer muito açúcar e ter dieta rica em carboidratos refinados tem sido associada a níveis mais elevados de marcadores inflamatórios no sangue.

Estudo encontrou uma associação entre dieta inadequada e câncer, mas não provou que a alimentação pouco saudável provoca a doença

Quando as mulheres, cuja dieta era saudável na adolescência, foram comparadas com as mulheres que tiverem a maior pontuação de dieta inflamatória, constatou-se que aquelas com pontuação inflamatória nas alturas dos cinco grupos durante a adolescência tinham 35% maior risco de câncer de mama antes da menopausa (dos 20 aos 40 anos) quando comparadas com mulheres que preferiram dietas a base de saladas e cereais integrais, segundo Michels e col.

E aquelas no grupo de dieta mais inflamatória (grupo 5) no início da juventude (muita carne vermelha, refrigerantes, alimentos doces e farinha branca) foram as que tiveram o risco mais elevado, de 41%.

No entanto, o placar inflamatório não estava ligado com o total da incidência de câncer de mama ou com a incidência do câncer de mama após a menopausa, segundo os investigadores.

Durante o período de seguimento, 870 das mulheres que preencheram o questionário de dieta quando estavam no ensino médio foram diagnosticadas com câncer de mama antes da menopausa e 490 foram diagnosticadas com câncer de mama após a menopausa.

Os pesquisadores não conseguiram explicar porquê a inflamação aumentou o risco do câncer de mama. Os principais componentes da dieta inflamatória foram os alimentos usuais, tais como o pão branco, hambúrgueres e massas e a lista também incluía menores quantidades de certos vegetais, como salsão, pimentão, cogumelos, peixe e berinjela. Esse achado merece estudo futuro, disse Michels.

O estudo também tem limitações, segundo os autores, incluindo a possibilidade de erro em lembrar uma dieta do tempo do colegial, quando as mulheres estavam na faixa dos 30 ou mais velhas.

Leslie Bernstein é professora na divisão de biomarcadores para a detecção precoce e prevenção no Instituto de pesquisa de Beckman’s Hope Comprehensive Cancer Center da cidade de Duarte, Califórnia. Ela não realizou mas reviu as novas descobertas e disse que considera o aumento do risco de câncer de mama modesto.

Mas, na minha opinião não é bem assim, pois se trata do câncer mais frequente da mulher e qualquer aumento do risco deve ser evitado. Isso é sensato e lógico.

Bernstein concordou que os mecanismos pelos quais a inflamação aumenta o risco do câncer não são totalmente compreendidos pelos especialistas, embora todos concordem que a inflamação é um poderoso agente cancerígeno. O câncer de mama parece ter uma origem muito mais cedo do que julgávamos no passado. Câncer em geral leva anos, possivelmente até mesmo décadas, para se desenvolver.”

O câncer de mama é o segundo que mais mata as mulheres por câncer nos EUA, vindo apenas depois de câncer de pulmão. Todos os anos são diagnosticados 200.000 casos e (maioria mulheres e alguns homens) e mata cerca de 40.000

Que Conselho eu deixo para as mulheres? O sensato e saudável, já comprovado que reduz o risco de câncer de mama: comer mais frutas, verduras, dieta essencialmente vegetariana, com grãos e cereais integrais, todos alimentos orgânicos, sem refrigerantes, sem açúcar, sem aves ou  carne vermelha. Não ingerir ou injetar-se hormônios femininos, como os anovulatórios. E fazer 1 hora de exercícios pelo menos três vezes na semana.

O estudo que comentei acima foi publicado 1 de março na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & prevenção e está baseado na entrevista que autora deu para o Healthy News  e NBC.

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