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Para quem não quer realizar a mamografia e duvida da eficácia da Ultrassonografia das mamas

 

Em 29 de outubro de 2015 duas mulheres, Simone e Renilson, postaram o seguinte  comentário sobre minha conferência on-line que dei para e Wallace Lima em 8 de outubro de 2015 sobre COMO DIAGNOSTICAR O CÂNCER DE MAMA SEM OS PERIGOS DA MAMOGRAFIA: disseram-me que só realizam a US de mama, mas que duvidam de sua eficácia. Respondi que entendia a posição de ambas,  especialmente porque não foi realizada nenhuma séria controlada, randomizada e com os modernos aparelhos de US, que nos desse os argumentos científicos embasadores e confiáveis. Eu gostaria muito que, agora quando a mamografia está totalmente desacreditada e deve  ser abolida para não continuar prejudicando a mulher, que surgisse uma grande série (100.000 mulheres acompanhadas com a US por 10 ou mais anos) para podermos analisar a eficácia do método e sabermos, especialmente nos casos de alto risco, se a US consegue antecipar a disseminação do câncer e diminuir a mortalidade pelo câncer de mama.

Mas, a despeito disso, podemos afirmar com segurança que:

(a) a ultrassonografia das mamas é inócua e poderá ser realizado durante toda a vida da mulher sem causar-lhe nenhum dano e por isso o rastreio pode iniciar-se aos 25 anos e ser repetido semestralmente em pacientes de alto risco, especialmente nas portadoras das mutações BRca1, BRca2 e A-T, ataxia-telangectasia;

(b) sua resolução só faz aumentar desde que surgiu e atualmente é capaz de detectar tumores de 5mm, considerados muito satisfatórios como detecção precoce;

(c) é igualmente eficaz em mamas bem densas nas quais a mamografia perde mais de 60% dos tumores que estão presentes no momento do rastreio;

(d) um estudo multicêntrico recente, que comparou US e Mamografia, o ACRIN 6666, mostrou que quase um terço dos tumores presentes em mamas de alto risco foram detectados exclusivamente pelo US, tendo passado despercebidos pela mamografia até na revisão;

(e) não sobrou outra ferramenta diagnóstica para rastreio da mama.

Mas o exame deverá ser bem realizado para obtermos bons resultados, motivo pelo qual sugiro sempre o melhor de todos eles, que é o exame tríplice (US+Doppler+Elastografia) e pelo protocolo completo nível 4 da OMS-Organização Mundial da Saúde ou o que foi protocolado no INH- Instituto Nacional da Saúde dos EUA pela Dra. Wendie Berg, que comandou o estudo multicêntrico ACRIN 6666.

Dra. Lucy Kerr

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