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E precisa realizar outros exames

Recebemos uma mensagem em nosso portal hoje de uma jovem de 26 anos onde ela diz: “Olá, doutora! Bom dia! Estou amando seus vídeos e compartilhando para o máximo de pessoas possíveis. É perfeito o que a senhora fala sobre o autoexame e o outubro rosa. Muito obrigada por esse esclarecimento importantíssimo sobre a Mamografia. É uma pena a senhora não atenda no Rio de Janeiro.

E respondi: Obrigada por seus elogios. São um alento, pois esta campanha tem consumido muito do nosso tempo e energia visando esclarecer e informar o que estão escondendo de nossas mulheres.  Eu gostaria que mais pessoas assistissem meus vídeos e participassem de nossa campanha para abolir a mamografia. Uma vez esclarecidas as mulheres não serão mais tapeadas pelas campanhas do outubro rosa (eu chamo de outubro negro).

Quanto às suas dúvidas: Eu tenho 26 anos. Com essa idade eu tenho que continuar fazendo a Ultra normal mesmo (essa que os médicos já passam), ou devo fazer essa que a senhora diz? Ou é só a partir dos 40 anos? É muito complicado. Os médicos já pedem Mamografia a partir dos 35 anos. Como devo me portar no Consultório.

Na  sua idade é importante realizar a ultrassonografia (US) por dois motivos:

1- classificar o grau de densidade de sua mama, para saber se ela se enquadra na mama de risco. A classificação é de 1 a 4, com riscos progressivos do câncer de mama, que pode ser de 4 a 6 vezes maior que na mama normal. Se for hipertensa sua mama terá que ser rastreada semestralmente. E não adianta rastrear com mamografia, pois quanto mais densa a mama, mais impenetrável à mamografia será e até 81% dos cânceres presentes na mama na época do exame não são detectados pela mamografia e a mulher só descobrirá o câncer quando avançado (veja o exemplo ao final).  Essa questão é tão séria que nos EUA o radiologista que observa uma mama densa em exame da clínica é obrigado a notificar ao governo, para que essa mulher tenha acesso a exame complementar, pois se sabe da ineficácia da mamografia do câncer quando a mama é densa.

 2- Rastrear o câncer precoce de origem genética, que é raro, mas muito agressivo. Você sabe se tem risco desse câncer se vários parentes do primeiro grau de sua família tiveram câncer de mama. Ou se fizer exame de genoma e detectar a presença dos genes favorecedores do câncer de mama: BRCA 1, BRCA 2 e A-T. Mas a maioria das mulheres não realiza exames de genoma, pois ainda é muito caro. Uma forma alternativa e eficaz de saber o risco é determinar o grau de densidade da mama.

Infelizmente eu nunca recebi um exame de qualquer serviço de mamografia ou mesmo de US de nosso país que desse a classificação do grau de densidade da mama, o que realizamos de rotina em nosso serviço. E que acho deveria ser adotado por todos, para haver seguimento inteligente da paciente: quem tem mama hipodensa (com bastante gordura e pouca glândula) pode realizar o rastreio anual, pois o risco de câncer de mama é menor e quem tem mama densa (muita glândula e pouca gordura) terá que fazer rastreio semestral. Para que entenda a gravidade da ineficácia da mamografia, um de cada dez casos de câncer de mama que já são palpáveis não é detectado pela mamografia. Em todos esses casos a mama é densa.

Veja o caso de Câncer de mama palpável que a mamografia não detectou.

A paciente jovem e com mama muito densa tinha quatro nódulos palpáveis na mama esquerda e metástases na axila desse lado, dois deles já biopsiados e com diagnóstico histológico estabelecido de carcinoma invasivo e, mesmo assim, a mamografia não mostrou nenhum deles. Ciente de sua deficiência o radiologista solicitou à paciente que completasse o diagnóstico por outro método de imagem e sugeriu a US. Assim a paciente chegou à Sonimage, onde realizamos o exame tríplice das mamas, o qual mostrou os quatro nódulos e também as raízes na axila. Lamentável e assustador!  O câncer nesse estágio é considerado avançado, cuja mortalidade é elevada e exemplifica bem por que a mamografia não funciona para reduzir a mortalidade: em todos os locais onde foi implantada o rastreio monográfico de rotina jamais conseguiu reduzir a mortalidade por câncer de mama, como o que mostramos.  Ajude-nos a eliminar esse exame maléfico, assinando nosso abaixo-assinado AVAAS:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministerio_da_Saude_Abolir_a_mamografia_pois_e_ineficaz_e_causa_maleficios/?ncnRFjb

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Figura 1: mamografia mostra mama densa de jovem de 30 anos e com câncer de mama palpável (2 nódulos quase ulcerados na pele) que não foram detectados na mamografia (falso-negativo)

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 Figura 2. Imagem US do exame tríplice (US, no Doppler e na Elastografia) mostra um dos 4 tumores que estavam presentes na mama e facilmente  detectado pelo US

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Figura 3. Estudo Doppler do exame tríplice (US, no Doppler e na Elastografia) mostra a hipervascularização de um dos 4 tumores que estavam presentes na mama e detectado também pelo Doppler e que mostra o padrão Doppler maligno: vasos parecem fragmentados (sinal de tortuosidade), distribuição aleatória e convergência de 5 vasos para a lesão.

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Figura 4. Estudo Elastográfico do exame tríplice (US, no Doppler e na Elastografia) mostra o elastograma de padrão maligno de um dos 4 tumores que estavam presentes na mama. A imagem bipartida da lesão mostra à esquerda a US e à direita o elastograma da mesma imagem. Observar que a lesão US (setas) é bem menor que a mesma imagem mostrada no Elastograma (linha contínua delineando os limites externos da lesão) e sua cor escura indica que é hiperdura. Os dois sinais indicam malignidade do nódulo.

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