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A Folha de São Paulo, em 10 de maio de 2014 publicou esta notícia em Saúde + Ciência: “Novo teste genético é capaz de evitar cirurgia da tireoide”- veja nossos comentários ao final

Um novo exame genético que faz diagnóstico de nódulos tireoidianos e chega neste mês ao Brasil poderá evitar a realização de cirurgias desnecessárias da tireoide.

Um novo exame genético que faz diagnóstico de nódulos tireoidianos e poderá evitar a realização de cirurgias desnecessárias da tireoide

Disponível nos Estados Unidos desde 2011, o PEG (Perfil de Expressão Gênica) permite avaliar a expressão de 167 genes a partir do material coletado numa punção do nódulo da tireoide.

A análise da expressão do gene identifica alterações não visíveis no exame citológico, teste usado hoje para o diagnóstico. Esse exame identifica alterações na própria célula, como núcleos maiores, e não as falhas na expressão do gene que levam às alterações –como faz o PEG.

Nossos Comentários Fig.1

A avaliação genética diagnostica com 95% de precisão se um nódulo é benigno. O desempenho do teste foi publicado no “New England Journal of Medicine” em 2012.

Nossos Comentários Fig.2

Nossos Comentários Fig.3

Hoje, entre 15% e 30% dos exames são inconclusivos. “Sem um resultado preciso, o médico só vai saber se o nódulo é maligno ou não na cirurgia”, diz Rosa Paula Mello Biscolla, assessora em endocrinologia do Fleury Medicina e Saúde, que oferece o teste. “Muitas das cirurgias de remoção da tireoide acabam sendo desnecessárias.”

Estudos mostram que entre 60% e 80% dos casos o nódulo na tireoide removida na cirurgia era benigno. Segundo o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski, é nesses casos que o teste é útil.

Estima-se que o exame pode reduzir o número de cirurgias desnecessárias em 90% nos pacientes que tiveram o exame citológico com resultado indeterminado e passavam pela operação sem, de fato, terem câncer.

Na avaliação do clínico geral Gustavo Gusso, professor da USP, o teste está vindo para corrigir um erro anterior: o excesso de ultrassonografias de tireoide sem necessidade.

“Ultrassom de tireoide não deve ser feito como rotina por quem não tem queixas. Quase sempre dá um nodulozinho e aí entramos numa ‘cascata diagnóstica’ [vários exames complementares], com consequências psicológicas.”

Para ele, se não houvesse tanta ultrassonografia desnecessária, o exame genético “quase perderia o sentido”, porque seria usado por um número mínimo de pessoas.

A remoção da tireoide implica fazer terapia de substituição hormonal pelo resto da vida. A glândula produz hormônios importantes que regulam o metabolismo.

Na cirurgia, também podem ocorrer lesão de nervo próximo à corda vocal, o que leva à rouquidão, ou infecções por outras complicações do procedimento.

Custos

O novo teste pode também ajudar a cortar custos na área da saúde, segundo estudo da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

Projeções do estudo mostraram que se o teste fosse utilizado universalmente nos EUA para pacientes cujo teste inicial foi inconclusivo, seriam economizados US$ 122 milhões a cada ano, com a redução de cirurgias. O programa nacional de seguro saúde dos EUA cobre o teste.

No Brasil, o exame custa R$ 9 mil na rede privada sem cobertura por planos de saúde. Com ele, também há um risco de 5% de os tumores benignos serem, na verdade, malignos.

Nossos comentários

Neste artigo não foi colocado um dado importantíssimo, que pode invalidar o resultado de um exame tão caro (R$ 9.000,00): o teste depende de se coletar a amostra do nódulo correto, ou seja, daquele que tem câncer.  Muitos pacientes tem múltiplos nódulos tireoidianos. Como saber, entre todos aqueles nódulos, qual deve ser puncionado? Qual tem maior risco de malignidade para coletar a amostra precisa, que vai mostrar que o paciente realmente precisa ou não ser operado?  A coleta do nódulo certo é indispensável para que o resultado seja conclusivo.

Para isso é necessário a Pesquisa e o mapeamento US dos nódulos tireoidianos. Sempre que um nódulo tireoidiano é detectado recomendamos que se proceda ao mapeamento das lesões, numerando-os e classificando-os de acordo com padrões US em Benignos, Malignos ou Duvidosos.

Na sequência, reexaminamos os mesmos nódulos com o Doppler, classificando o padrão de vascularização de cada um deles (varia de 90% de risco de malignidade até 100% benignidade).

E para finalizar procedemos à análise do padrão de consistência de cada lesão no estudo Elastográfico, classificando-os de acordo com o padrão de dureza: benigno, maligno ou inconclusivo.

É importante enfatizar, que esta metodologia de numeração, localização, topografação e caracterização de cada nódulo permite a identificação dos nódulos previamente mapeados, quando o paciente retorna para acompanhamento evolutivo. Dessa forma é possível detectar o surgimento ou desaparecimento de nódulos no intervalo entre os exame e analisar as alterações das características US, Doppler e elastográficas dos nódulos previamente existentes.

Dessa forma é possível conhecer quando surge uma nova nodulação ou uma previamente existente desaparece, pois a topografia de cada nodulação é única e característica de cada nódulo. Sempre que o nódulo tem uma topografia diferente do que se viu anteriormente será caracterizado como lesão nova.

Com o resultado das classificações dos 3 exames, que denominamos de EXAME TRÍPLICE, o médico ultrassonografista procede à análise do risco final e decide se será ou não necessário proceder à Punção aspirativa com agulha fina – PAAF com o direcionamento US da punção para nódulos tireoidianos previamente selecionados na etapa de caracterização como os mais suspeitos de malignidade. Considera-se benigno se 2 dos métodos classificam o nódulo como benigno, dispensando a investigação adicional e indica-se a PAAF para citopatologia e análise PEG apenas se dois ou mais deles tiverem resultados duvidosos, mas basta que um deles seja de padrão maligno para a PAAF ser indicada.

Na maioria das vezes  a citopatologia convencional classifica o nódulo como benigno ou maligno,mas  15-30% de resultados são  inconclusivos da PAAFe , somente para estes, recomenda-se a análise genética pelo PEG (Perfil de Expressão Gênica).

Minha recomendação:

Se puder realizar o exame pelo protocolo completo, que é a única forma segura de acompanhamento dos nódulos tireoidianos, faça-o. Sem o mapeamento e  classificação US, Doppler e Elastográfica de cada nódulo não será possível definir o risco dos nódulos tireoidianos e a coleta da PAAF as cegas, sem essa prévia seleção, poderá dar resultado falso-negativo, mesmo se utilizado um exame tão sofisticado como o PEG: existe o câncer, mas não é no nódulo que foi  puncionado.

Operar a tireóide não é isento de riscos, por isso só deve operar se realmente necessário.

O vídeo que anexo ao final  justamente esclarece aos pacientes do motivo pelo qual os exames pelo protocolo completo, como os  realizados na SONIMAGE fornecem muito mais informações do que o exame US convencional, as quais preciosas para o médico cuidadoso e bem preparado, facilitando realizar os diagnósticos de forma mais ágil, precisa e orientar melhor o tratamento.

O US muito rápido, parcial  e incompleto é perigoso? SIM, é muito perigoso. No nosso vídeo mostramos exemplos de 3 casos bem ilustrativos da diferença entre o US do protocolo 1, parcial e o do protocolo 4, completo que realizamos.

Muitos pensam assim: se o convênio cobre, por que eu teria que pagar o exame particular? Mas isso é fruto do  desconhecimento, que pode lhes custar muito caro, até a própria vida.

A saúde é patrimônio sem reposição e deve ser cuidadosamente preservada.

ASSISTA AO VÍDEO:

https://www.youtube.com/watch?v=iOKxS66XqGU

A Clínica SONIMAGE oferece exames confiáveis e precisos, que permitem diagnóstico precoce de muitas doenças, inclusive o câncer. A saúde de cada paciente é preciosa para nós. Os diagnósticos da SONIMAGE são minuciosos e precisos, decorrentes das melhores técnicas científicas investigativas. Para isso aplicamos o protocolo completo associado a mais avançada tecnologia disponível. E mantemos seu prontuário por tempo indefinido, o que permite comparações minuciosas e elucidativas dos achados médicos e as mudanças ao longo do tempo, mais diagnósticas do que o exame isolado. Para marcar exames na Sonimage ou maiores informações, ligue para 11 3287-3755 ou 3287-5357

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